A noite está com aquele ar fresco de inicio de verão, embora ainda seja primavera. Algumas poucas estrelas no céu e uma lua exuberante forma o cenário perfeito pra aquele reencontro. Um cumprimento singelo, um toque suave no rosto, um pedido oculto e estampado nos olhos. Sentados no restaurante japonês, igualmente ao primeiro encontro, conversavam entre um gole e outro de eisenbahn, ela concentrada em cada palavra não tinha muito o que falar e nem queria, a voz dele bastava aos seus ouvidos. Com Frejat na cabeça sabe que aquela efêmera volta não muda nada do que já foi dito ou feito mas quem se importa quando se sente tão única quanto a lua?
domingo, 28 de novembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
"Eu gosto de você, gosto mesmo".
Queria saber por que eu ainda não liguei, não mandei aquela mensagem escrita duas semanas atrás, não voltei. Sim, eu queria falar alguma coisa e se tivéssemos tomado mais algumas cervejas concerteza teria dito "Eu gosto de você, gosto mesmo". Mas a tua presença me inibe, essa diferença de idade me assusta e as incertezas do meu coração deixam minha boca selada para falar qualquer coisa sobre nós, meu maior medo é que você entenda o que eu quis dizer com aquele "estou confusa". Hoje é sexta e nós não nos vimos, é final do mês e eu não estou mais surpresa por ter durado mais um mês, amanhã será sábado e você não vai me ligar as dez da noite para irmos comer sushi e jogar conversa fora durante a madrugada. Sabe, eu até poderia discar teu número, dizer que senti saudades, pedir para vir me buscar, mas se nunca fui capaz de dar um passo até você com medo que você desse dois pra longe de mim, por que teria essa coragem agora? Então espero você me ligar numa sexta-feira qualquer.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Naquele sofá vermelho, uma lembrança
Ele estava lá sentado no sofá vermelho com todos os amigos e conhecidos em volta, ela estava do seu lado com uma garrafa de heineken na mão. Mal se olhavam nos olhos, mal se reconheciam.
- Desculpa - Falou ele mais bêbado que ela
- Tá
- Você nem fala mais comigo, olha e finge que não vê.
- Só quero evitar problemas.
- Eu to com saudades.
- Eu também.
- Vamos sair daqui?
- Não
- Porque não?
- Já disse que não quero arranjar problemas.
- Ela sabe que eu não quero mais nada! Desculpa por tudo...
- Ok.
- Você quer olhar pra mim, por favor?
- Vamos encerrar isso, continuamos amigos e fica tudo bem.
- Mas eu sinto tua falta.
Cercados de pessoas, surdos pela música alta e dormentes pelo álcool, todas as lembranças de um passado não muito distante se fizeram presentes. Ela foi incapaz de demonstrar qualquer interesse numa possível volta, despediu-se, ainda sem olhá-lo, com um beijo tímido e um "se cuida".
ao som de: Supposed to grow old - Justin Nozuka
- Desculpa - Falou ele mais bêbado que ela
- Tá
- Você nem fala mais comigo, olha e finge que não vê.
- Só quero evitar problemas.
- Eu to com saudades.
- Eu também.
- Vamos sair daqui?
- Não
- Porque não?
- Já disse que não quero arranjar problemas.
- Ela sabe que eu não quero mais nada! Desculpa por tudo...
- Ok.
- Você quer olhar pra mim, por favor?
- Vamos encerrar isso, continuamos amigos e fica tudo bem.
- Mas eu sinto tua falta.
Cercados de pessoas, surdos pela música alta e dormentes pelo álcool, todas as lembranças de um passado não muito distante se fizeram presentes. Ela foi incapaz de demonstrar qualquer interesse numa possível volta, despediu-se, ainda sem olhá-lo, com um beijo tímido e um "se cuida".
ao som de: Supposed to grow old - Justin Nozuka
domingo, 29 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Tic-tac enferrujado
A hora passa lenta, não tem interesse nenhum em se apressar. Sentada ali naquele café olha ao redor e sente falta de algo que perdera há algum tempo. Ajeita-se confortavelmente no sofázinho, degusta sem muito interesse o chocolate quente e continua a observar os rostos, sorrisos, conversas. Tenta, sem muito exito, entender os gestos, atitudes, posturas, ou qualquer outra coisa naquelas pessoas que não conhecia mas que compartilhavam seu vazio só por estarem no mesmo espaço tomando chocolate e comendo um pedaço de torta. O relógio é vagaroso, seu tic-tac parece enferrujado e já não bate como quando era novo.
Entra então um casal aos risos, apaixonados. Ele é alto, moreno, olhos claros, cabelos lisos, um bom porte físico. Ela, mediana, morena também, cabelos ondulados, olhos escuros e expressivos. Eles assumem a forma concreta do amor em seus gestos, risos, beijos, abraços, são únicos naquele lugar de tantos. São únicos na sua forma de amar, no seu jeito especial de não ligar para os olhares acusatórios, as palavras mal intesionadas, o ciúmes bobo. Olham-se com uma cumplicidade invejavel, abraçam-se como se o mundo todo fosse acabar naquele instante, conversam sem notar que em volta há mais dezenas de pessoas que hoje não sentem um terço de toda aquela emoção exalada. A cena dos dois era fascinante, tão felizes! Mas o relógio vagaroso volta a funcionar como novo e seu tic-tac é mais forte que nunca. Corre com o tempo, dá voltas descontroladas no destino.
Ela dá um gole final no chocolate deixa a torta pela metade e depois de meses observando a mesma cena resolve levantar e tentar algo novo.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
A escola da ponte
http://www.rubemalves.com.br/escoladaponte3.htm
Tema da minha aula de redação de hoje, encantei-me. Um escola sem horários, sinais, alunos chatos, professores mais chatos ainda. A escola dos sonhos que realmente funciona. As crianças aprendem o que querem, têm disciplina sem precisar levar castigos ou anotações. São educados, espertos, inteligentes. Durante a explicação do meu professor sobre a tal escola, uma frase marcou: "Mataram a curiosidade de infância de vocês. E isso é um crime"
terça-feira, 29 de junho de 2010
Minha terra seca
Acorda com o canto do galo e o sol ainda despontando. O lavrador pega sua enxada e vai para a luta diária com a terra seca e as obrigações como chefe de família. Não há muito que se fazer por ali, o tempo de prosperidade esgotara-se e necessidade de dinheiro crescia à medida que a esperança se ia.
As crianças brincam tristes com carrinhos malfeitos de madeira. A mulher escora-se, na janela, com o terço na mão pedindo por um milagre qualquer. O lavrador briga com Deus, com a terra, com a enxada e com a planta que mal brotara e já estava para morrer. Percebeu que se continuasse ali, tornar-se-ia aquela planta: Seca, sem cor, desfalecida, sem vida alguma.
Junta suas poucas coisas, pega a mulher e as crianças e cai na estrada. O pouco dinheiro que tinha era o suficiente apenas para chegar à cidade. Seus olhos brilharam ao ver tanta beleza; As crianças sorriam; A mulher agarrava-se a imagem de Nossa Senhora. Saem para o desconhecido.
Em casa, no barraco de alumínio que arranjara, as crianças brincam na rua em meio aos tiroteios; A mulher escora-se na janela com o terço e a Nossa Senhora, pedindo ao menos a sobrevivência; O lavrador, engolido pela cidade, murmura seco, desfalecido e sem vida alguma: - Minha terra seca pelo menos era minha!
As crianças brincam tristes com carrinhos malfeitos de madeira. A mulher escora-se, na janela, com o terço na mão pedindo por um milagre qualquer. O lavrador briga com Deus, com a terra, com a enxada e com a planta que mal brotara e já estava para morrer. Percebeu que se continuasse ali, tornar-se-ia aquela planta: Seca, sem cor, desfalecida, sem vida alguma.
Junta suas poucas coisas, pega a mulher e as crianças e cai na estrada. O pouco dinheiro que tinha era o suficiente apenas para chegar à cidade. Seus olhos brilharam ao ver tanta beleza; As crianças sorriam; A mulher agarrava-se a imagem de Nossa Senhora. Saem para o desconhecido.
Em casa, no barraco de alumínio que arranjara, as crianças brincam na rua em meio aos tiroteios; A mulher escora-se na janela com o terço e a Nossa Senhora, pedindo ao menos a sobrevivência; O lavrador, engolido pela cidade, murmura seco, desfalecido e sem vida alguma: - Minha terra seca pelo menos era minha!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Ela lua
Ela estava lá com toda a sua altivez. Era única, cheia de si, ofuscava o brilho das estrelas, iluminava a areia, dava brilho ao mar. Mostrava-se, despia-se, exuberava a sua beleza e o seu poder. Era impossivel desviar os olhos, sua cor seduzia nossas retinas, em qualquer lugar da cidade era possivel admirá-la. É de se entender porque comparam as mulheres à lua, ambas necessitam de uma atenção demasiada.
sábado, 19 de junho de 2010
Uma civilização perdida
- É evolutivo |
- As mulheres desde o tempo das cavernas tiveram essa característica. Tinham que fazer comida, cuidar da casa, cuidar dos filhos |
- Poisé, conseguimos fazer tudo ao mesmo tempo e bem feito! |
- Aí já não sei. Viu no que deu a humanidade hoje? Não diria que homens foram muito bem educados. |
- Ah as mães, de um modo geral, educam muito bem os filhos o problema é que quando crescem, eles usam essa educação da maneira qe lhes convem ou não usam... |
- Nem sempre. Há indícios de que há uma parte da civilização perdida aí que tá usando a educação e vão lapidando ela. |
- Bom, então isso é a prova de que nem tudo está perdido e que essa parte da civilização pode ensinar muito aqueles que não sabem como usa a educação. |
- Mas considerando que a minoria nunca consegue se fazer ouvir pela grande massa, esse grupo de indivíduos nada mais resta do que se juntar, cada qual fazer sua parte e levar uma vida paralela na sociedade. tentando, mesmo que de forma infrutífera, fazer o bem ao outrem e ser útil a sociedade de alguma maneira - Mas esse grupo precisa, de uma certa forma, aparecer para a sociedade. Quem sabe assim a minoria não passa a ser maioria e assim possa ser ouvida - Eles aparecem, mas uma das coisas que o fazem ser o que são, é a discrição, não querem ser notados, fazem as coisas pelo simples prazer de fazer bem à sociedade de uma forma geral, e o fazem, mesmo sendo pouco, eles o fazem. |
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Quase
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Sarah Westphal
sábado, 5 de junho de 2010
Sobre amor e libélulas
sobre amor e libélulas
Um dia desses estava escorado na janela de um hotel qualquer quando uma libélula pousou a poucos centímetros do meu braço. Na hora, eu não sabia ao certo se aquilo era uma libélula, ou uma cigarra, ou um inseto gigante qualquer. Nunca soube, e os poucos segundos que perdi tentando classificar o bicho foram suficientes para que ele sumisse. Bateu asas e escafedeu-se entre as árvores.
Eu tenho uma ligação especial com libélulas. Foi correndo atrás de uma que eu me estabaquei no chão, fraturando uma costela, perfurando o baço e sofrendo uma hemorragia interna que por pouco não me matou. Tinha cinco anos e, desde então, convivo com uma cicatriz que me atravessa o abdome, lado a lado. Tudo que eu queria era vê-la de perto, justamente para me certificar se o bicho em questão era cigarra, libélula ou “seja-lá-o-que-fosse”.
Se a necessidade de classificar uma libélula me rendeu duas semanas de internação, imagino o que me aconteceria se eu ficasse tentando classificar meus sentimentos. Inclusive, me cansa ver por todo lado gente tentando diferenciar um sentimento do outro. Se é amor, amizade, namoro, rolo, beijo, ficada, passatempo... Não tenho a mínima idéia, e nem quero ter! São inúmeras as espécies de relacionamento e a tentativa de classificar a todo minuto algo que, ás vezes, é simplesmente inclassificável pode resultar em muito mais do que um baço perfurado.
Ás vezes, perdemos a noção de que cada minuto da nossa vida pode ser o derradeiro, de que cada ligação telefônica pode ser a última, bem como aquela pessoa, de quem você ainda não sabe se gosta, pode ser o seu último romance.
Lucas Silveira
terça-feira, 11 de maio de 2010
Como se ama sem amor?
"(...) Minha vontade é que ele me pergunte se quero um pouco de chá gelado e se eu gostaria de ver um dos seus filmes estirada nas grandes almofadas... Eu mais uma vez me pergunto como é mesmo que se faz a coisa mais profunda do mundo com total superficialidade. Como é que se ama sem amor? Como é que se entrega de dentro de uma prisão? Nunca soube."
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A busca pela cura
Acho a pior parte já passou. O começo é sempre a mais difícil, você fica dias e dias sem saber exatamente como lidar com aquilo. Pensa mil vezes em desistir por não se achar capaz, dói, causa sofrimento a si e todos em volta. É, já passaram seis meses de conversas diárias com os amigos meio psicólogos, de bebedeiras no meio semana para ver se o álcool entorpece a dor do coração, de bocas beijadas na procura da sua, de choros na madrugada. Você sabe disso, aliás você era um dos amigos psicólogos, aguentava minhas bebedeiras com uma paciência admirável, criticava a minha busca infinita pedindo para que eu voltasse a ser como quando me conhecera e talvez seja por essa tua insistencia de sempre estar presente quando chamo, que não deixa que eu me cure.
domingo, 2 de maio de 2010
Devaneios
- Então é isso?- Não sei... É?
- Você que tomou a decisão e ainda quer que eu o ajude?
- É que sabe, você sempre foi minha razão.
- Acontece que agora você tem que decidir se me deixa ou não...
- O que eu faço?
- Meu Deus! Você continua me perguntado?
- Estou perdido.
- É simples, só ir embora ou me beijar
- Não é simples...
- E o que você quer que eu faça? Implore pra ficar? Peça pra me deixar?
- Preciso de uma luz!
- Não, você precisa tomar um atitude de homem!
- Você nunca vai me perdoar não é?
- Eu vou sofrer. Por dias irei me perguntar os motivos que o levaram a tomar essa atitude, vou desistir de tudo o que me fazia feliz porque nada mais terá sentido, vou preferir virar uma pessoa amarga a ter que demonstrar aos outros a dor que estou sentindo pela sua partida. Mas um dia as lágrimas vão secar, a dor vai diminuir, a amargura vai ser adocicada e meus olhos vão voltar a brilhar. Ai então eu vou olhar pra traz e conseguir pronunciar seu nome sem rancor, sem dor e dizer com o coração repleto de paz "Eu te perdoou"
- E se eu não for?
- Eu vou sofrer por saber que você não quer estar comigo, que está voltando porque sabe que não vai conseguir suportar minha indiferença com relação a você. E os dias que continuarmos juntos serão tristes, sem luz, sem sorrisos por sabermos que não há mais amor. E as noites que passarmos juntos serão apenas mais uma noite e não uma noite de amor, os beijos serão sem desejo, sem vontade, serão beijos conformado e não terão mais gosto. E será assim até que eu crie coragem pra te dizer adeus porque sei que você vai preferir viver num relacionamento sem amor do que me deixar.
- Não tem um jeito de não te fazer sofrer? Eu te amo, eu te amei em cada minuto que passamos junto e eu vou te amar todos os dias da minha vida.
- Não, não tem. O sofrimento vai se fazer presente em qualquer das tuas escolhas.
- O que faremos então?
- Eu não sei...
- Você me ama?
- Mais do que a minha própria vida. E você me ama?
- Mais do que cada parte do meu ser.
- Então porque faz isso?
- Porque eu não sei o que fazer.
- E se eu te dissesse o que fazer?
- Seria mais fácil...
- Deixe-me
- O que? porque? pensei que você me amava! como tem coragem de pedir que eu te deixe?
- Deixe-me
-Mas...
- Você pediu para que eu dissesse o que fazer, eu disse. Deixe-me
-Mas eu não quero te deixar.
- E eu não quero que você vá
- Então porque pediu que eu a deixasse?
- Porque era isso que você queria ouvir.
- Nunca mais peça isso! Nunca mais!
- Mas é isso que você quer... me deixar
- Não! não é! Fui um tolo.
- Então você já decidiu?
- Sim! Eu quero você.
- Mesmo sabendo que o nosso amor enfraquece a cada segundo?
- Eu sei que nos saberemos fortalecê-lo no segundo seguinte.
- E se não conseguirmos?
- Conseguiremos!
-Como você tem tanta certeza?
- Porque cada segundo que eu penso em deixá-la, no seguinte, eu penso em morrer por saber que nunca, jamais, em hipótese nenhuma eu conseguira viver sem você.
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