Risco no bloquinho amarelo um emaranhado de linhas descontinuas, traço vários caminhos que não se econtram, não fazem sentido, não entram em harmonia com os rabiscos. Olho o céu cizento, sinto o vento frio, bebo goles e goles de água para controlar a ansiedade, nada se encaixa. A música toca como se quisesse entrar no meu coração e dizer "Pare de deixar pedaços seus pelo caminho!". De fato espalho muitos pedaços meus e sei que não posso voltar para juntá-los, nunca posso. Peco por sonhar demais, sentir demais, me envolver demais, gostar demais. Erro ao querer tudo ao mesmo tempo. Fujo mentalmente para um lugar qualquer onde consigo ficar por 5 segundos até ser invadido por lembranças, desejos e emoções. Repito infinitas vezes que não vale a pena perder o foco, desviar o caminho, mudar de planos, pular para o incerto.
Só que o bloquinho amarelo vai pro lixo depois de ser riscado, o céu não fica sempre cinzento, a estação muda, a noite vira dia, a música é trocada, os erros e pecados são absolvido. A fuga é inevitável quando as páginas dos livros são exploradas, as invasões são como uma doença crônica e as repetições se cansam no final do dia. Acabo a garrafa de água e me permito deixar mais alguns pedaços de mim por aí.
Só que o bloquinho amarelo vai pro lixo depois de ser riscado, o céu não fica sempre cinzento, a estação muda, a noite vira dia, a música é trocada, os erros e pecados são absolvido. A fuga é inevitável quando as páginas dos livros são exploradas, as invasões são como uma doença crônica e as repetições se cansam no final do dia. Acabo a garrafa de água e me permito deixar mais alguns pedaços de mim por aí.
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